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UPF realiza cirurgia avançada para tratamento de ruptura do ligamento cruzado em cães

UPF realiza cirurgia inédita em ligamento cruzado de cães

Pular, correr, saltitar e passear são atividades que fazem parte da rotina de um cão saudável, e assim era a vida de Rita. A cadelinha sem raça definida, de quatro anos, agitava pelo pátio da casa onde mora, em Passo Fundo, mas, correndo em uma brincadeira, acabou tendo rompido o ligamento cruzado do "joelho". Para recuperação, ela passou por um procedimento no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF), denominado de “osteotomia de nivelamento do platô tibial”. A cirurgia de Rita foi realizada na manhã de quinta-feira, dia 23 e maio, pelo professor Me. Renato do Nascimento Libardoni, acompanhado pelo professor Me. Renan Idalêncio e por residentes do programa de Residência Profissional Integrada em Medicina Veterinária da UPF.A metodologia, realizada pela primeira vez em Passo Fundo e região pela UPF, é considerada atualmente a técnica padrão ouro para o tratamento da insuficiência do ligamento cruzado cranial, apresentando os melhores resultados clínicos. Rita é o segundo caso; o primeiro foi Bob, um cão adotado da rua que tem um histórico desconhecido, porém, pela avaliação, apresentou causa traumática para o rompimento. Conforme o professor Libardoni, Bob tem cerca de cinco anos e pode ter sido vítima de atropelamento por apresentar outros sinais clínicos como fratura nos membros torácicos e na pelve, além do rompimento no ligamento.O caso de Rita, segundo o professor, não se deu efetivamente por um trauma, mas por uma falha no ligamento. “Os tutores comentaram que ela estava correndo no pátio e parou de apoiar o membro esquerdo. O fato de correr é uma atividade normal e, por uma falha no ligamento, muitas vezes de cunho degenerativo, o movimento exacerba a resistência do ligamento e ele vem a romper”, cita o docente, explicando que a função do ligamento é estabilizar, e, quando ele se rompe, há um movimento inadequado que leva à dor. O procedimento em Bob e em Rita foi o mesmo. Eles tiveram o diagnóstico confirmado após exames radiológicos específicos e avaliação clínica. “Com a realização da osteotomia radial, o platô tibial é rotacionado de forma a obter redução de sua inclinação e a osteotomia é estabilizada com placa específica e parafusos. Essa técnica visa modificar a biomecânica do joelho”, informa Libardoni, constatando que, assim, a instabilidade gerada pela falha do ligamento cruzado cranial é eliminada. Segundo ele, mudando a biomecânica do joelho, o animal pode caminhar sem o movimento anormal e que causa dor. “Mudamos a anatomia para que não tenha diferença articular degenerativa, também chamada de artrose”, especifica o professor.A recuperaçãoEnquanto Rita passa pelo procedimento, Bob se recupera em sua casa em Carazinho da sua cirurgia, que ocorreu há dois meses no Hospital Veterinário da UPF. Conforme o professor, são necessários cerca de 60 dias de cuidados para a recuperação após a cirurgia. “Como é feito um corte no osso e implantada a placa, é preciso um tempo para que o osso possa se regenerar”, comenta ele, explicando que, para isso, são tomados alguns cuidados. “Nesse período, a locomoção é controlada e é administrada medicação que auxilia na proteção da cartilagem e aumenta a ação anti-inflamatória local. Além disso, é realizada fisioterapia”, destaca ele.

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